DIVINDADE

DIVINDADE

Não só de Marvel/DC vive o americano de super-heróis, e para quem busca personagens negros talvez a pegada seja ir atrás desses caras. A Valiant é uma editora do fim dos anos 80, criada por Jim Shooter, que entre indas e vindas retornou fortemente às atividades no começo dessa década e tem em seu panteão um grupo de heróis bem diferenciado, com muito foco em ficção científica. E um dos meus personagens preferidos dessa nova leva é Divindade (Divinity), um superser fruto da corrida espacial. 

Confesso que a história primeiro me chamou atenção pela combinação inusitada, afinal quem pensaria que um negro seria a maior arma da Rússia contra os EUA, a nação que prega mundialmente ser o lugar onde todas as raças alcançam seus sonhos?


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Guerra Fria​, Estados Unidos e União Soviética corriam para ter a supremacia espacial. O estopim para a vitória dos vermelhos viria de um jeito inusitado e até piegas, na forma de um bebê abandonado (em uma cesta) à porta de um casal russo. Chamado de Abram Adams, a criança a cada ano se mostrava mais especial, superior física e mentalmente a todos os seus pares, e logo tornando-se membro precioso do serviço militar. Por não ter família e por suas capacidades, Abram foi escolhido para participar de uma arriscada viagem ao cosmo, para uma missão secreta com duração de 30 anos. 

 

Na primeira edição o protagonista parece extremamente bidimensional, é um jovem com poucas dúvidas ou medos sobre a missão, apenas um cidadão com grande amor aos ideais de sua nação. Mas a coisa vai mudando de figura conforme ele mesmo narra sua história, em cada página novos detalhes sobre o Projeto Divindade são revelados e vemos que por amor ao desconhecido ele até abandonou uma esposa grávida em sua casa. E sua volta para Terra trás dúvidas tanto para ele quanto para os que ficaram, pois com o nível de poder que demonstrou ao ressurgir, trouxe meda para alguns e esperaça para outros.

Por enquanto Divinity só teve uma mini série de 4 edições publicada em 2015, mas já tem outras aparições em crossovers da Valiant.


Divinity é uma mini em que achei poucos defeitos, a primeira parte não entrega muita coisa em 2/3 das páginas mas te pega no final. A história não é exatamente sobre um novo super-herói, mas como um humano com poderes divinos pode melhor o mundo...enquanto encontra a si mesmo. 

HQM Editora vem publicando títulos da Valiant há um tempinho, bem que podiam lançar um encadernado de Divinity hein? 


14/10/2016
Rodrigo Cândido

Rodrigo Cândido

Redator

Pai do Jorge, bebedor de cerveja, ilustrador e amante de quadrinhos.