Review: DC Rebirth - Vixen #1

Review: DC Rebirth - Vixen #1

Admito que sou leigo nessa personagem, a vi poucas vezes nos quadrinhos e em alguns episódios do desenho da Liga do Bruce Timm. Culpa da própria DC, claro, que nunca explorou o potencial da personagem que seria a primeira negra da editora a ter título próprio (nos anos 70) mas teve a revista cancelada antes do lançamento. Agora finalmente ela tem um título próprio, que ao menos nessa edição mostrou que está sendo feita por uma equipe que manja em como lidar com a personagem, recontando sua origem para o público atual.


Mari Jiwe McCabe é uma modelo famosa no mundo inteiro, por sua beleza, ativismo pró-animais, carisma, e projetos sociais. Mas durante um talk-show, ela é confrontada com a realidade de que não consegue ao mesmo tempo ser uma supermodelo e ficar a par dos problemas das crianças que frequentam suas instituições. Esse fato à relembra do passado em seu país natal, onde teve a família tomada por uma guerra civil e contra a vontade virou guardiã do legado de sua mãe, o totem Tantu, que permite uma conexão com todos os animais da Terra. Isso permite que ela manifeste o “poderes” dos animais que invocar, seja usar o faro de um urso para localizar a vítima de um sequestro ou a força de um elefante para derrubar um vilão.

E é aceitando esse legado e começando a pensar em ajudar as pessoas de forma mais direta que Mari assume a identidade de Vixen!

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Esse é outro gibi que faz parte do DC Rebirth, e sendo Vixen parte da Liga da Justiça da América, assim como os outros membros ganhou um título próprio. Achei uma primeira edição competente, principalmente na arte de Jamal Campbell (de Nadia Greene, lembram?) que manja muito em fazer pessoas negras com biotipos váriados. Sim, para alguns pode ser ridículo avaliar isso, mas no que tentei puxar da Vixen em poucos casos a vi com aspectos negróides, isso sem mencionar seus designs mais antigos que eram menos que vergonhosos. Agora é uma garota estilosa, com um cabelo afro maneiro e em seu 'modo civil” realmente utiliza roupas estilosas e coloridas como muitas prestas de hoje curtem. Ponto para o artista.

Já o roteiro, é um arroz com feijão bacana. Em uma edição a dupla Jody Houser e Steve Orlando entregou o necessário para o leitor abraçar ou não o título, o que a personagem é está claro, suas motivações, seu passado e o seu potencial para o futuro. De negativo, a falta de um gancho para a próxima edição, o final é aberto e durante esse número 1 não entregam nenhuma subtrama que aparenta que vá desenrolar por mais capítulos. Tecnicamente a revista é uma one shot feita para história de origem, se a segunda edição venderá ou não dependerá da comunidade abraçar ou não esse reboot da personagem. 




07/02/2017
Rodrigo Cândido

Rodrigo Cândido

Redator

Pai do Jorge, bebedor de cerveja, ilustrador e amante de quadrinhos.