Review: Spider-Man #1

Review: Spider-Man #1

Começo morno marca a estreia de Miles Morales no novo Universo Marvel, mas não tira o brilho do seu carisma.

Miles Morales fez sua estreia nos quadrinhos em 2011, no gibi Ultimate Comics Fallout #4, logo após a morte de Peter Parker - ambos do universo Ultimate, que hoje não existe mais. Tanto o universo Ultimate quanto o universo Marvel-616 se chocaram e se destruíram em 2015, no início de Secret Wars - a saga que determinação uma reformulação radical, porém nem tanto, na linha editorial da Marvel e que resultou num novo universo primário. Este gibi Spider-Man #1 marca a estreia de Miles Morales neste novo universo, ele e seus familiares - sua mãe morta está de volta à vida graças aos esforços de Miles em Secret Wars - seus melhores amigos e até seus companheiros super-heróis adolescentes. Não ficou claro se Miles Morales lembra de tudo o que aconteceu, ele que foi um dos poucos heróis que sobreviveu à destruição dos dois universos e que atuou na linha de frente para restaurar a realidade ao normal; provavelmente isso será mais explorado nas próximas edições.

Nesta nova realidade, Peter Parker está vivo e bem, mas seu papel agora é outro; ele se tornou CEO das Indústrias Parker - longa história… - e dessa forma atua agora em escala global. Cabe agora a Miles Morales ser o amigão da vizinhança de Nova York, lidando com as grandes ameaças que assolam a cidade - afinal, assim como Tóquio, todo mundo quer destruir Nova York...

Pois bem, após esta longa introdução pra quem não acompanha esta bagunça que é a Marvel, vamos ao gibi.

De cara, vemos um cenário de destruição. Homem de Ferro, Capitão América Sam Wilson, a nova Thor e vários outros estão caídos, derrotados. Apenas Miles está de pé, diante de… Coração Negro, filho do Mefisto! Mas como isso aconteceu? Voltamos então mais cedo naquele dia, com o menino Miles tomando fora de uma menina preta linda para a qual ele havia implorado pra sair, mas a deixou esperando uma hora porque estava salvando Nova York do mal. Somos apresentados à vidinha pacata e secretamente atribulada de Miles, tendo que se desdobrar com seus deveres de super-herói e suas obrigações de estudante. É um alívio ver a mãe Rio Morales de volta à vida, a dinâmica dos pais com o menino, o inseparável melhor amigo Ganke e tudo mais. Então, o sentido de aranha apita e Miles parte em disparada para salvar a cidade do mal! Ele salva pessoas de carros que estão sendo arremessados por causa de explosões espetaculares no centro, deixa-as em segurança e se dirige pro epicentro do problema. Lá, nos deparamos com o cenário que abre o gibi. Vou ser bem sincero: por mais que eu adore o menino Miles, é meio duro de engolir que Coração Negro, um semideus dimensional, que derrotou pesos-pesados como Thor, Feiticeira Escarlate e Mulher-Hulk, possa ser vencido pelo menino Aranha e… é exatamente o que ocorre. Com a ajuda do escudo do Capitão América, Miles distrai o Coração Negro a tempo de consegui tocar no monstro e usar sua picada venenosa - um poder que somente Miles possui, capaz de causar uma espécie de curto-circuito no sistema nervoso de qualquer criatura, poder aliás que tem servido pra salvar o menino Morales de todo o tipo de encrenca ao longo desses cinco anos de existência. Pois bem, Coração Negro, totalmente desequilibrado e desconcertado, parte em retirada, prometendo voltar pra se vingar. E é então que ele, Peter Parker, aparece, exigindo explicações.



20/07/2016