Quando Neymar Jr., jogador de futebol, anunciou sua entrada na "família" da marca de beleza WePink, em 7 de dezembro de 2023, o mercado de influenciadores prendeu a respiração. A união com a empresária Virgínia Fonseca parecia ser o ápice do marketing digital no Brasil. Mas, dois anos depois, a história tomou um rumo inesperado. A colaboração foi encerrada, não por falta de vendas, mas devido a uma série de controvérsias pessoais e operacionais que abalaram a imagem da dupla.
Aqui está o ponto crucial: enquanto as vendas disparavam para cifras astronômicas, a reputação da marca enfrentava tempestades perfeitas. O caso WePink tornou-se um estudo clássico sobre os riscos de parcerias de alto perfil no mundo dos influenciadores digitais.
O Apagão da Colaboração com Neymar
Tudo começou com muito brilho. Em dezembro de 2023, a parceria foi oficializada com grande fanfarra nas redes sociais. O objetivo era claro: alavancar o alcance global de Neymar para impulsionar produtos como perfumes e cosméticos. Um perfume em colaboração foi lançado, gerando expectativa enorme entre os fãs.
Mas, conforme relatado em lives pela própria Virgínia Fonseca e confirmado por veículos como o site Purepeople em agosto de 2025, algo deu errado. O nome e a embalagem do perfume foram alterados, sinalizando mudanças internas. O golpe final veio em setembro de 2025, quando o jornal Correio Braziliense noticiou que uma ligação telefônica polêmica, feita por Virgínia para Neymar durante a madrugada, foi o estopim para o fim abrupto da relação comercial.
Os detalhes exatos dessa conversa permanecem nebulosos, mas o resultado foi imediato: a saída de Neymar da estratégia de divulgação da WePink. Foi um lembrete amargo de que, no mundo das celebridades, a dinâmica pessoal pode destruir acordos lucrativos rapidamente.
Sucesso Financeiro vs. Críticas ao Serviço
Enquanto a parceria com o craque esfriava, os números da empresa aqueciam — ou pelo menos tentavam. Em dezembro de 2024, o portal Terra publicou dados impressionantes: a WePink celebrou R$ 114 milhões em vendas após a Black Friday. Um número assustadoramente alto, especialmente considerando o contexto.
Aqui entra o paradoxo da marca. Na mesma reportagem, a WePink aparecia em 5º lugar entre as marcas mais reclamadas durante o período promocional. Isso significa que, para cada cliente satisfeito comprando o "The Lover Desodorante Colônia", havia outro insatisfeito com atrasos ou qualidade. A marca, co-fundada também por Samara Martins, encontrou-se em uma posição delicada: sucesso financeiro estrondoso, mas com um passivo significativo de satisfação do consumidor.
A Estratégia do Live Commerce
Para entender a força da WePink, é preciso olhar para seu modelo de negócio. Muito antes de Neymar entrar na jogada, em julho e novembro de 2023, a marca já utilizava intensivamente transmissões ao vivo (lives) como ferramenta central de venda. Eventos como "LIVE WEPINK" e "PINK FRIDAY LIVE" eram verdadeiros espetáculos de varejo digital.
Virgínia Fonseca transformou suas redes sociais em uma loja virtual interativa. Essa abordagem de "live-commerce" permitiu engajamento direto, criando uma sensação de urgência e comunidade que sites tradicionais de e-commerce lutam para replicar. Foi essa máquina de vendas que sustentou os R$ 114 milhões, mesmo sem a presença constante de Neymar nos últimos meses.
Debates Públicos e Polêmicas Recorrentes
O legado da WePink vai além das prateleiras de supermercado. Em 2026, a marca continuou no centro de debates acalorados. Influenciadoras como Márcia Goldschmidt reacenderam discussões sobre terceirização e a ética por trás das defesas feitas pelos fãs da marca. Comentários como "passa pano" e questionamentos sobre a fidelidade dos consumidores tornaram-se comuns nos comentários das redes sociais.
Criadores de conteúdo especializados, como Bruno José do canal "Perfumes do Bruno José", ofereceram análises técnicas dos produtos. Ele elogiou o "Body Splash The Lover" por seu equilíbrio cítrico-floral, descrevendo-o como "gostoso de sentir na pele". Por outro lado, outras vozes, como a criadora Carla Pará, questionaram se o produto realmente justificava comparações com importados caros, sugerindo cautela aos compradores.
Perguntas Frequentes
Por que a parceria entre Neymar e a WePink acabou?
A colaboração foi encerrada em 2025 após uma série de tensões. Segundo relatos, uma ligação telefônica considerada polêmica e invasiva, feita por Virgínia Fonseca para Neymar durante a madrugada, foi o fator decisivo para o fim do contrato. Além disso, houve alterações no produto em colaboração, indicando divergências criativas anteriores à ruptura final.
Quanto faturou a WePink em 2024?
Em dezembro de 2024, a marca celebrou vendas totais de R$ 114 milhões, principalmente impulsionadas pelas promoções da Black Friday. No entanto, esse sucesso financeiro veio acompanhado de críticas, pois a WePink ocupou o 5º lugar entre as marcas mais reclamadas pelos consumidores nesse mesmo período.
O perfume "The Lover" da WePink vale a pena?
As opiniões variam. Especialistas em perfumaria, como Bruno José, destacam seu aroma cítrico-floral equilibrado e agradável. Já outros críticos apontam que ele tenta imitar fragrâncias importadas mais caras. Se você gosta de notas de mandarina, pêssego e jasmim, pode ser uma opção acessível, mas gerencie suas expectativas quanto à durabilidade e exclusividade.
Quem são os sócios da WePink?
A marca é liderada pela influenciadora Virgínia Fonseca. Reportagens indicam que Samara Martins também atua como co-responsável ou sócia na operação da empresa, ajudando a estruturar o portfólio de produtos e a estratégia de negócios que sustenta a marca desde seus primeiros lançamentos.